DRA SIMONE PISTORI GERARDI - PSIQUIATRIA LONDRINA 
ATUALIDADES
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GERENCIAMENTO DO NEGÓCIO: 

Gestão é diferencial para carreiras técnicas

Folha de Londrina, 28/07/2014

 

Administrar o escritório ou clínica pode se tornar um bicho de sete cabeças para recém-formados - Celso Felizardo, repórter Folha de Londrina

 

Muitos estudantes que optam por carreiras técnicas, como engenharia, direito ou medicina, chegam ao fim do curso sem um foco definido. Movidos pela aptidão e sem formação voltada à gestão empresarial, administrar o próprio escritório ou clínica pode se tornar um bicho de sete cabeças para os recém-formados. Para Rodrigo Bertozzi, consultor e pioneiro na gestão de escritórios de advocacia e marketing jurídico, esse problema está cada vez mais em evidência. 

Bertozzi se diz um crítico ferrenho da grade curricular das universidades, porém defende que os acadêmicos devem buscar este conhecimento em outras fontes. "Um bom profissional já começa a fazer o diferencial na universidade. O que não é oferecido na academia deve ser buscado fora. A questão da gestão é fundamental", salienta. O consultor apontou os pontos positivos e negativos da nova geração de profissionais. "Eles têm acesso às informações globais em curto tempo e sabem lidar com isso. Porém necessitam sair da zona de conforto, aprender a lidar com frustrações", recomenda. 

De acordo com o consultor, sem um planejamento definido, esses profissionais recém-formados desperdiçam boas chances de crescimento na carreira, sonhando exclusivamente com concursos públicos, por exemplo. "Muitos jovens com certo talento desperdiçam o tempo em segmentos saturados, sem perspectiva de crescimento. Se tivessem investido algumas horas a mais em estudos sobre o mercado, com certeza teriam outro panorama." 

Na área da advocacia, campos como Direito do Entretenimento, Biodireito, Direito Bélico são opções promissoras ainda pouco exploradas, segundo o consultor. "Vivemos a era da expertise. Estas são novas portas que se abrem para profissionais que acompanham as tendências e constroem cenários futuros favoráveis neste mercado competitivo", afirma. Atualmente, os escritórios brasileiros de advocacia atuam em 48 áreas, contra 10 em 1990.

Para Bertozzi, este é um caminho sem volta. "Será cada vez mais necessário que os escritórios profissionalizem suas estruturas e sua gestão como se fossem verdadeiras empresas, se adaptando às novas necessidades do mercado", aconselha. "O domínio da gestão empresarial, da gestão do tempo, agrega valor aos serviços prestados e faz com que o profissional e o escritório se diferenciem de seus concorrentes e alcancem o sucesso empresarial", completa.

Serviços complexos devem ser feitos por especialistas

"Se existe um profissional que estudou para isso, acho que temos que contar com o serviço de um especialista", aponta Simone Pistori
A psiquiatra Simone Pistori, de 41 anos, conta que administra o básico do consultório com noções de economia doméstica, mas que não se arrisca em questões mais complexas. "Se existe um profissional que estudou para isso, acho que temos que contar com o serviço de um especialista", aponta. Ela revela que a consultoria não é barata, mas diz que é um investimento garantido. "Vale a pena, o resultado é imediato." 

A médica defende que todo profissional liberal deve ter noções de administração, porém acredita que este não é o papel da universidade. "Isso deve partir da própria pessoa, da vontade de se aprimorar, se for o caso. Na Medicina, por exemplo, os seis anos já são pouco para tanto conteúdo específico. Se houver maior ênfase nesta área, é bem possível um menor rendimento no essencial", opina. 

Pela especialidade, a médica relata ter facilidade para gerenciar os serviços. "A psiquiatria demanda pouca preocupação. Já a administração de cirurgião, por exemplo, é muito mais difícil, pois tem uma infinidade de entradas e saídas de materiais. Neste caso uma consultoria é ainda mais recomendada." Para ela, outra vantagem de pagar pelo serviço é ter mais tempo livre. "A rotina de trabalho já é intensa, então temos que pensar também no lazer", ensina.

Aprendi da pior maneira possível

Fotos: Marcos Zanutto
Parreira colocou a administração do consultório nos eixos ao limitar o número de consultas e priorizar a satisfação do paciente
Deixar o banco da universidade e administrar um consultório nem sempre é tarefa fácil. O fisioterapeuta César Parreira conta que aprendeu da pior maneira possível: errando. Em 1996, ele foi prestador de serviço na clínica de dois ex-professores. Depois de três anos, resolveu fazer uma sociedade e abrir a própria clínica. "Foi aí que os problemas começaram. A gente trabalhava com muitos convênios e não dava conta de administrar. Não sabíamos o que entrava, o que saía", explica. 

Nos últimos quatro anos, Parreira limitou o número de consultas, enxugou os custos e passou a priorizar a satisfação do paciente. "São algumas noções de gestão empresarial que fazem a diferença." Ele diz que vê muitos recém-formados investindo alto em consultórios, mas que fecham em menos de um ano por não saber administrar. "Eles saem da faculdade e não conseguem clientes. Sabem que querem ganhar uma quantia por mês, mas não imaginam a quantidade de encargos que têm de pagar." 

O fisioterapeuta e coordenador do curso de Fisioterapia no Instituto de Ensino Superior de Londrina (Inesul), Glauber Lopes Araújo, disse que a qualidade da grade das universidades, no geral, apresentou evolução, mas ele aconselha que os alunos busquem fora da universidade o máximo de conhecimento em gestão e empreendedorismo. "Na minha época, a faculdade trazia muita coisa teórica, pesada. Hoje, nós levamos administradores de clínicas, de hospitais, até a sala de aula para eles passarem dicas para os acadêmicos." 

Segundo Araújo, é normal que profissionais novatos patinem, porém esta fase de adaptação não pode durar muito tempo. "Eu enfrentei muitas dificuldades, mas identifiquei esta carência e busquei me aperfeiçoar. Depois de terminar um curso de empreendedorismo no Sebrae, o desempenho da clínica mudou radicalmente." Nos 15 anos de carreira, Araújo conta que aprendeu a se desdobrar no cuidado aos pacientes e às finanças. "Exige um empenho um pouco maior, mas nada que um bom contador não ajude", completa.

 

http://www.folhaweb.com.br/?id_folha=2-1--2836-20140728&tit=39servicos+complexos+devem+ser+feitos+por+especialistas39

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REPROVADA PELOS DENTISTAS, CHUPETA

É ALIADA DA PSICOLOGIA

Jornal de Londrina, 23/06/2014

 

Tranquilidade e sensação de conforto estão entre os benefícios, porém, para evitar danos, só pode ser usada até os 3 anos - Rafael Sanchez, especial para o JL

 

Sem indicação de uso pela maior parte dos dentistas, a chupeta ainda deve ser levada em consideração quando o assunto é tratado no campo da psicologia. O acessório promove a tranquilidade da criança e leva à sensação de conforto, condições importantes para o começo da vida. É o que explica a psicóloga Maria Lúcia Bezerra de Sá. “O sugar da chupeta traz relaxamento a essa criança”, afirma. Para ela, a chupeta serve como um rito de passagem também para que o bebê não fique mais tão colado à mães.

No entanto, de olho nas recomendações da Sociedade Brasileira de Odontopediatria e do Ministério da Saúde, a psicóloga alerta que o uso da chupeta só deve ser feito até a criança atingir 2 anos e meio ou 3 anos. É o fim da primeira infância, quando há um processo maior de amadurecimento.

 

Retirar da criança é tarefa difícil para pais

A filha da técnica de enfermagem Jaciane Furin de Lima, 26, já está com 3 anos e promete largar a chupeta aos 4. A criança usa a chupeta desde os 9 meses de idade e Jaciane diz já ter tentado fazê-la abandonar o hábito algumas vezes. “Prometi coisas, mas ela ficou doente e dei de novo. Tentei trocar por algo de comer, mas ela chora e acabo dando”, conta. Por causa do tempo de uso, Jaciane já nota os dentes um pouco deslocados na boca da filha, que também tem um pouco de dificuldade na fala. Já a auxiliar de enfermagem Michelle Juliany Mantovani Martins, 26, encontrou uma solução para que a filha Livia, 3 anos, largasse o hábito. Ela fez um furo em todas as chupetas da menina e inventou uma história para “enrolá-la”. “ [Disse que] Era uma minhoca no dente que tinha furado e que eu ia comprar uma nova na farmácia, mas não tinha e assim por diante.” Em uma semana, ela afirma, a chupeta foi abandonada por Livia.

Quando questionada sobre os prejuízos que a maioria dos dentistas afirma serem causados pela chupeta, a psicóloga diz acreditar que a arcada dentária se conserta com mais facilidade do que problemas psicológicos, especialmente os originários no início da vida.

Segundo a psiquiatra Simone Pistori, o uso da chupeta, assim como o ato de chupar o dedo, é chamado de sucção não nutritiva. Extrapolar o tempo de uso recomendado anula todos benefícios que o acessório propõe. A chupeta pode, inclusive, se transformar em “muleta” para a criança. A cada situação de frustração, será usada para fugir do problema. Por isso, ela também recomenda que os pais fiquem atentos à necessidade de retirar a chupeta dos filhos assim que atingirem 3 anos. “A partir daí a gente contraindica.”

 

Correção natural

Apesar de a odontologia puxar o coro para ressaltar os prejuízos causados à dentição infantil, a dentista Maria Lúcia Pereira Franzon está entre os que dão algum crédito à chupeta. Ela também menciona o “efeito calmante” na criança, além de estimular o prazer oral, devido à necessidade de sugar, necessário aos bebês. “É tolerável e importante para que haja amadurecimento psicológico” afirma. A dentista conta que os problemas causados à boca pelo uso da chupeta, como mordidas aberta ou cruzada, podem ser corrigidos espontaneamente pelo corpo quando a criança abandona a chupeta entre 2 e 3 anos de idade.

Para que os problemas na arcada dentária não surjam, ou apareçam em menor escala, a Associação Brasileira de Odontologia recomenda que no período em que o uso é aceitável, a chupeta não seja disponibilizada o tempo todo para a criança. Um exemplo a ser seguido pelos pais é não deixá-la pendurada ao pescoço da criança, uma vez que facilitaria o acesso dela à chupeta. Além disso, só deve ser oferecida quando a criança pedir e, mesmo assim, para os momentos de consolo ou aconchego. Assim que a criança dormir é aconselhável retirá-la delicadamente de sua boca e a deixá-la longe do alcance.

 

Uso excessivo afeta respiração e deglutição
Caso o uso da chupeta ultrapasse o tempo recomendado, a criança pode ter problemas na arcada dentária e também no resto da face. O dentista Auro Kimura explica que a tonicidade dos músculos do rosto fica diferente, causando desequilíbrio e prejudicando, inclusive, o posicionamento da língua.

Nos dentes um dos problemas principais é a mordida aberta anterior, ou seja, os dentes superiores e inferiores não se tocam por causa do “costume” de ter o bico da chupeta entre eles, explica a odontopediatra Marília Franco Punhagui.

Atividades funcionais, como respiração e 
deglutição, também ficam comprometidas. Quanto mais tempo o hábito for mantido, mais difícil será para os ossos da face e a arcada dentária voltarem ao normal. “A mordida aberta retorna com mais facilidade, mas em alguns casos vai precisar de tratamento disciplinar com fonoaudiólogos, dentistas e até fisioterapeutas”, diz Punhagui.

Na opinião do psicanalista Marcelo Castro usar por muito tempo a chupeta pode levar a criança a se apegar exageradamente também a outros objetos. Ele explica que lidar com a falta desde cedo é algo que prepara psicologicamente para as faltas com que ela terá de lidar quando for adulta. E em caso de dependência da chupeta, isso pode se refletir em outros vícios na vida adulta.

 

Serviço:
Maria Lúcia Bezerra de Sá, psicóloga – (43) 3027-3926
Simone Pistori, psiquiatra – (43) 3342-9935
Maria Lúcia Pereira Franzon, dentista – (43) 3327-0182
Marília Franco Punhagui, odontopediatra (Bebê Clínica) – (43) 3323-9455
Auro Kimura, dentista – (43) 3321-1198
Marcelo Castro, psicanalista – (43) 3337-6457

 

http://www.jornaldelondrina.com.br/saude/conteudo.phtml?id=1477997

 

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FICAR "COLADO" AO SMARTPHONE PODE DESENCADEAR NOMOFOBIA

Jornal de Londrina, 26/05/2014

 

Por causa da dependência, quando o indivíduo fica longe do aparelho, pode desenvolver quadro de ansiedade - Rafael Sanchez, especial para o JL 

 

 

O prefixo “nomo” vem do inglês no mobile, que pode ser traduzido por “sem celular”. Mas apesar de preocupante, para alguns especialistas essa relação intensa com o smartphone não deveria ser tratada como vício. A psiquiatra Simone Pistori entende que a nomofobia está mais para uma apreensão de ficar sem o aparelho. “Isso lembra mais os transtornos de ansiedade. É diferente de uma dependência, que é algo mais compulsivo”, diz.

 

Estudante admite ter manias

Enquanto a maioria das pessoas que não larga o smartphone justifica essa mania pela facilidade do acesso à internet e às redes sociais, o estudante Fernando José Ferneda Freitas se diz um “apaixonado pelas funções básicas” do aparelho, como SMS e ligações. “Se for essas coisas de internet, Instagram e tudo mais, não uso nada”, conta.

Ele leva o celular sempre no bolso da calça e diz que chega a sentir o aparelho vibrar, mesmo quando isso não ocorre. O estudante afirma ter a necessidade de tirar o telefone do bolso várias vezes, apenas olhar e voltar a guardar. Além disso, Freitas conta que precisa estar olhando para o aparelho toda vez que o horário marca dois números iguais, como 14h14, e enviar uma mensagem a alguém, chegando até a “sentir um aperto” se não fizer isso.

Perguntado se ele se considera um nomofóbico, o estudante diz acreditar que se encaixa no perfil, mas não vê problema nisso, nem necessidade de procurar ajuda, apesar de admitir que a relação com o celular lhe causa um pouco de prejuízo nas relações reais. “Se isso me causar mais transtorno eu procuro [ajuda].”

Gilberto Abelha/JL / O estudante Fernando Freitas se vê como nomofóbico, mas acha que ainda não precisa de ajuda profissional

O estudante Fernando Freitas se vê como nomofóbico, mas acha que ainda não precisa de ajuda profissional

A psicóloga Maria Lúcia Bezerra de Sá explica que por trás da nomofobia está a necessidade de ficar ligado ou conectado a alguma coisa. Em relação ao celular, “a pessoa pensa que caso se separe [do aparelho], algo pode acontecer”, diz ela.

Apesar de atingir todas as idades, psiquiatra e psicóloga compartilham a ideia de que é a nomofobia é mais comum de ser observada entre adolescentes e adultos jovens, perto dos 30 anos. Isso porque essa geração cresceu com o celular e também acompanha o avanço da tecnologia. Porém, ambas afirmam que a procura por ajuda profissional entre aqueles que estão nessa condição ainda é pequena.

 

Irritabilidade

Um dos principais prejuízos causados a quem não desgruda do smartphone é a perda da liberdade, ressalta a psicóloga Maria Lúcia de Sá. Irritabilidade e desconforto ao ficar longe do aparelho, além de prejuízo nas relações pessoais e no trabalho também são implicações da nomofobia, completa a psiquiatra Simone Pistori.

Segundo ela, quando a fobia se manifesta acontece a hiperativação de uma região do cérebro chamada locus ceruleus – um “radar” que acompanha eventos adversos no ambiente. Esse evento libera outra substância, a noradrenalina, que em quantidade maior do que a normal, pode causar sérios problemas de saúde, como a perda do apetite, interferência no raciocínio e até na tomada de decisões.

 

“Carrego a bateria do celular onde for preciso”

A jornalista Sara Hermógenes, 25, fica conectada o dia inteiro pelo celular e, do aparelho, checa redes sociais frequentemente. Para isso, o carregador sempre está na bolsa, para não correr o risco de a bateria acabar. Sara conta que leva o celular para onde for. “Em casa, no trabalho, na sala da pós-graduação, no churrasco”, enumera.

A jornalista diz acreditar que isso se deve um pouco ao medo de ficar incomunicável, mas principalmente porque, segundo ela, a maioria dos seus relacionamentos ocorre por meio eletrônico. “É o jeito que tenho para me comunicar com meus pais e minhas irmãs, já que eles não moram aqui. Também com as meninas que moram comigo, temos grupo no Facebook e no Whatsapp (aplicativo de mensagens instantâneas) para resolvermos assuntos da casa”, explica. Ela não viu nenhum grande prejuízo no uso contínuo do celular, mas percebeu que está lendo e estudando menos, principalmente depois de ter criado conta em aplicativos e redes sociais acessados pelo telefone.

Porém, quando o celular foi para a assistência técnica e por lá ficou durante um mês a falta do aparelho foi enorme. “Foi horrível. Tinha a sensação de que minha vida estava passando e eu não estava registrando. Ligava de dois em dois dias para pressionar a assistência. Da próxima vez vou ter que arranjar outro smartphone, não vai ter jeito.”

Já a cabeleireira Janaina Lima, 32, atribui ficar o dia todo no celular à vontade de “estar por dentro” de tudo o que acontece e à comunicação com os amigos de várias cidades. O celular está no bolso, na mão, ou, durante a noite, ao lado do travesseiro.

Janaína tenta ficar atenta e conter um pouco o uso do aparelho para que “a vida virtual não atrapalhe a real”. “Mas é bem difícil. Celular é muito viciante”, admite.

 

Serviço
Simone Pistori, psiquiatra – (43) 3342-9935
Maria Lúcia Bezerra de Sá, psicóloga – (43) 3027-3926

 

http://www.jornaldelondrina.com.br/saude/conteudo.phtml?id=1470894

 

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